Arquivo para Março, 2008

29
Mar
08

Protestos no Tibete

O Tibete vem sendo palco de protestos contra os mais de 50 anos de domínio chinês.

Os protestos começaram como uma reação à notícia de que monges budistas teriam sido presos depois de realizar uma passeata para marcar os 49 anos de um levante tibetano contra o domínio chinês. Centenas de monges tomaram então as ruas, e os protestos ganharam força nos últimos dias, com a adesão dos tibetanos. Os protestos têm sido apontados como os maiores e mais violentos dos últimos 20 anos.

O motivo dos protestos é uma questão histórica. A China diz que o Tibete faz parte de seu território desde meados do século 13 e deverá ficar sob o comando de Pequim. Muitos tibetanos, no entanto, têm uma outra visão da história. Eles afirmam que a região do Himalaia ficou independente durante vários séculos e que o domínio chinês nem sempre foi uma constante. Entre 1911 e 1950, por exemplo, o Tibete manteve o status de país independente, até que Mao Tsé-tung comandou a Revolução Chinesa e chegou ao poder no país, em 1949. Em 1963, ganhou status de Região Autônoma, e hoje conta com um governo apoiado pela China. Em 1989, a causa da independência do Tibete ficou conhecida no Ocidente após o massacre de manifestantes pelo Exército chinês na praça da Paz Celestial. Muitos tibetanos querem a independência de volta, e daí os protestos.

As últimas manifestações começaram no dia 10 de março, 49 anos depois que os tibetanos encenaram um levante contra o poder chinês. Houve demonstrações em vários países e monges do monastério de Drepung, nas cercanias da capital Lhasa, também aderiram ao movimento. Os protestos logo ganharam a adesão dos tibetanos. Fatores econômicos também desempenham um papel importante. Muitos tibetanos dizem que um número crescente de imigrantes chineses da etnia majoritária han chegam à região e conseguem os melhores empregos. Eles acreditam estar excluídos dos benefícios dos avanços econômicos desfrutados por outras províncias costeiras da China e dizem sofrer com os efeitos da crescente inflação no país.

O governo chinês mantém pouco diálogo com o governo tibetano no exílio, com base na Índia. As negociações nunca avançaram e provavelmente não devem avançar no futuro – o abismo entre as duas partes é imenso. A China diz que os tibetanos no exílio, liderados pelo Dalai Lama, só estão interessados em separar o Tibete da terra mãe. O Dalai Lama diz querer nada mais do que a autonomia da região. Desde que fugiu do Tibete depois do fracasso do levante, em 1959, o líder espiritual dos tibetanos viajou o mundo para advogar por mais autonomia para sua terra natal, sempre enfatizando que não defendia a violência chegando a ganhar o Prêmio Nobel da Paz em 1989.

Os manifestantes tibetanos parecem determinados a mostrar seu ponto de vista enquanto todas as atenções estão voltadas para a China no ano das Olimpíadas. Eles querem protestar contra o que eles vêem como uma violação dos direitos humanos por parte da China e querem mais liberdade, tanto política quanto religiosa, na região. Os governantes chineses certamente não querem nenhum derramamento de sangue a apenas cinco meses do início dos Jogos Olímpicos, e vão tentar evitar qualquer situação que lembre o que aconteceu em Mianmar em 2007. Por outro lado, eles não querem dar espaço aos monges e a outros manifestantes por medo de que isso seja interpretado como um sinal de fraqueza e acabe levando a mais protestos.

Fonte: BBCBrasil.com

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Fonte: Folha Online

24
Mar
08

Desfile da loja “Dia D” – Ninjitsu

O Ninjutsu é uma arte marcial tradicional japonesa, que foi desenvolvida há séculos pelos antigos guerreiros ninjas como uma forma de auto preservação e auto conhecimento.

Por ser uma arte marcial tradicional de guerra, o Ninjutsu possui um dos melhores métodos de auto defesa já existentes.

24
Mar
08

Desfile da loja “Dia D” na Fnac – Park Shopping

Bastante esperado, o primeiro desfile da loja “Dia D” ocorreu no dia 24 de Março deste ano. Um sucesso que marcou a semana da moda em Brasília!

24
Mar
08

o Dia D (do inglês D-Day) – a Batalha da Normandia

No vocabulário militar, o Dia D (do inglês D-Day) é um termo usado frequentemente para denotar o dia em que um ataque ou uma operação do combate devem ser iniciados. A expressão Dia-D (D-Day) apareceu pela primeira vez nas ordens de batalha do Exército Norte Americano na Primeira Guerra Mundial. A utilização de um nome em código para o dia de ínicio de uma operação, em sua fase de planejamento, leva em consideração que várias medidas devem ser tomadas antes e após o início dos combates e que devem ser organizadas em função da data e hora precisas da operação. Entretanto, tendo-se em vista que vários fatores podem alterar o dia de início de qualquer operação militar, seria impossível e até mesmo inseguro fazer circular vários documentos contendo a data específica. Assim o planejamento é estruturado marcando-se o Dia (D), Hora (H) e minuto (M) do começo da ação e calculando-se da seguinte forma: O dia anterior é dia D – 1, a hora anterior é hora H – 1. O segundo dia de operação é Dia D + 1. E assim por diante. O Dia D mais famoso da história militar foi 6 de Junho de 1944 – o dia em que a Batalha da Normandia começou – iniciando a libertação do continente Europeu da ocupação Nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Wikipédia

23
Mar
08

Artista britânico expõe obras inspiradas na guerra do Iraque

A galeria Old Truman Brewery inaugurou em Londres a exposição Arte da Guerra, que traz pinturas do artista pop britânico Gerald Laing, inspiradas na guerra do Iraque. As pinturas reproduzem imagens que correram o mundo depois os primeiros bombardeios na capital iraquiana e da divulgação de fotos que mostravam soldados americanos torturando e humilhando presos iraquianos em Abu Ghraib. “Eu espero que essas pinturas sobre o Iraque sejam um memorial permanente das recentes atrocidades. Se não registrarmos esses eventos, corremos o risco de repeti-los indefinidamente”. Laing, que foi fuzileiro antes de ingressar numa escola de artes do início da década de 60, mudou-se para Nova York, onde conviveu com artistas como Andy Warhol. Em 1969, desiludido com a guerra do Vietnã, retornou para a Escócia, onde nos últimos 30 anos trabalhou como escultor.

Fonte: BBCBrasil.com

 Torturas na prisão

22
Mar
08

Brasil quer conselho de defesa sul-americano até fim do ano

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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta sexta-feira que acredita que a proposta brasileira de criar um Conselho Sul-Americano de Defesa será implantada até o final deste ano.

 Jobim fará a partir do dia 14 de abril um giro pela América Latina para discutir a criação do órgão com os diferentes países da região. Jobim disse na sede do instituto de pesquisas Center for Strategic and International Studies (CSIS) que a proposta brasileira de criar o conselho visa criar políticas comuns de defesa, intercâmbio de pessoal, participação conjunta em operações de paz da ONU e a possibilidade de ação coordenada em ameaças enfrentadas pelos diferentes países. O ministro da Defesa se encontrou nesta sexta-feira com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e na quinta, como o secretário de Defesa, Robert Gates. Durante o encontro com a secretária, ele manifestou ”a posição brasileira sobre as questões da América do Sul, mostrando que temos condições de resolver as nossas questões”. A recente operação militar da Colômbia em território equatoriano também foi um dos temas do encontro. Ele disse ter expressado a ”posição brasileira de que não admitiríamos, sob hipótese alguma, a invasão de território”.

(Bruno Garcez
Da BBC Brasil em Washington)